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Implementação da Agenda 2030 é novo desafio para um Brasil mais sustentável

15 de fevereiro de 2016

A tarefa não será fácil, mas o Brasil terá pela frente, assim como outras 192 nações, um desafio para os próximos 15 anos que pretende dar um novo rumo ao planeta. Trata-se da implementação da Agenda 2030, lançada pelas Nações Unidas, que visa direcionar os países para a promoção e o equilíbrio entre as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

Para lançar mão deste desafio, os países contam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que trazem 17 objetivos e 169 metas, com ações previstas nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, entre outras.

O Brasil tem papel de destaque nesta agenda, principalmente pelos bons resultados que teve no cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e na participação ativa nas discussões e definições sobre os ODS, que foram construídos por meio de um processo colaborativo.

O país traz como bandeira a pauta da erradicação da pobreza, mas outras iniciativas devem ganhar força, como o Objetivo 4, por exemplo, que visa “assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”, tendo em vista a proposta do Brasil em se tornar uma “pátria educadora”, ou outros mais desafiantes, como o Objetivo 6, que busca “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos, já que somente 48,3% dos municípios têm coleta de esgoto e 38,7% tratamento de esgoto.

Implementação

Mas, e como implementar de fato os ODS? Quais medidas precisam ser tomadas? Todos os atores sociais podem participar? De que forma? Para responder a esta e outras perguntas e traçar caminhos para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, organizações com atuação reconhecida no país, representando a sociedade civil, o setor privado e os governos locais, se uniram para lançar a Estratégia ODS.

Esta coalização – formada inicialmente pela Agenda Pública, Abong, GIFE, Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces), Fundação Avina, Fundação Abrinq, Frente Nacinal de Prefeitos, Instituto Ethos e Rede Nossa São Paulo – já traçou um plano de trabalho que contempla diversas ações, como articular atores-chave do setor privado para que possam alinhar suas iniciativas aos ODS, mobilizar formadores de opinião e representantes de organizações e movimentos sociais, fomentar políticas públicas indutoras voltadas para governos, entre outras.

Para fortalecer essa atuação, a Estratégia ODS acaba de elaborar sua Carta de Princípios e convida as organizações interessadas a se tornarem signatárias, tomando parte assim do Grupo Integrante.

Ao fazerem a sua adesão à coalização, a proposta é que as organizações possam cooperar coletivamente com parceiros e outros públicos interessados para a implementação dos ODS, estimulem pesquisas neste campo, ajudem a criar projetos inclusivos e sustentáveis junto aos seus públicos de interesse, disseminem conteúdos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, entre outras ações.

Os interessados em participar podem entrar em contato diretamente com a Secretaria Executiva da Estratégia ODS e obter mais informações a respeito: ods@agendapublica.org.br.

 

Fonte: Agenda Pública

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